segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sempre tem uma duvida

Something by Jim Sturgess on Grooveshark


Entre lençóis você me vigia dormindo. Percebo isso, mas finjo dormir mais um pouco pra não estragar o clima criado por você. Acordo. Olho nos teus olhos e digo que preciso escovar os dentes, não consigo ter essas cenas de acordar e se agarrar que nem nas novelas, preciso acordar e escovar os dentes. Você vem junto. Ao voltarmos pro quarto deitamos juntos, eu encostado com as costas na cabeceira da cama e você ao contraio com a cabeça na parte de baixo da cama. Pego meu caderno e começo a tentar descrever aquela imagem do sol iluminando seu rosto níveo, e seus longos cabelos negros. O contato da luz com seus olhos me fazem ficar cada vez mais apaixonado, e seu ar cândido me faz quase flutuar. Poderia viver de você o resto da minha vida.
Você definitivamente não era a minha primeira escolha, mas não leve isso pra o lado pessoal, é que eu nunca me interessei por uma garota igual a você. Você gosta daqueles programas vespertinos de final de semana, aqueles que os caras se sujeitam a passar vergonha pra sair com uma garota que busca o amor, enquanto eles só querem sexo. Você ri do fato de eu me revoltar com os escândalos de política, se revolta quando eu tento discutir o assunto com você, e esbraveja que política não se discute.  Você odeia o cinema nacional dizendo que só tem peito e favela, diz que prefere assistir as comedias românticas do Brad Pitt do que Batismo de Sangue ou 400 contra um.
Mas o fato é que perto de você eu me sinto eu mesmo, somos o amor no seu mais puro e cálido significado. Junto de você o tempo para de ter importância, a vida se torna simples, e em certos momentos palavras se tornam dispensáveis, pois nossos olhares transbordam emoções e significados.
Mas apesar de tudo isso, sempre fica uma duvida, sempre surge uma incerteza, ou alguma ilusão na minha cabeça. Será que eu sou capaz de viver na realidade dos seus braços? Meu maior medo é que a ilusão dos meus pensamentos me faça perder o controle e te deixar ir embora. Mas eu juro que não quero te perder, mas eu não tenho culpa de não saber amar.  

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Caçadora e a Presa Fácil

Yellow by Coldplay on Grooveshark


Você acorda e parece não acreditar no que aconteceu, eu ainda sonolento finjo que estou dormindo pra ver se você fica mais um pouco. Você  levanta, na ponta dos pés, coloca sua roupa, segura os saltos pela
mão e sai dos meus 38 m² que eu chamo de apartamento, uma cena
clássica de um filme ou de um folhetim barato. Com certeza você ira
sumir como sempre, e é ate melhor assim, não querendo parecer
recalcado por ser pôs graduado em abandono, mas você é como uma
yellow do Coldplay, é legal, mas só pra ouvir uma vez por mês no
máximo, mas parece que eu to querendo que Coldplay toque o mês inteiro
no som da minha casa.
Por mais que você seja encrenca eu juro que queria falar pra você ficar, eu faria o café da manha, ouviria você falar dos seus problemas com a sua mãe, acariciaria seu cabelo ate você pegar no sono. Como você consegue ser assim? Passa a noite, enche meu mundo de vida e no outro dia vai embora como se nada tivesse acontecido. Deve existir um documentário sobre você no Discovery Channel, ele deve passar naquelas tardes chatas de domingo, e provavelmente é com aquela narração lenta e pausada que da sono. “a fêmea dessa espécie é a única encontrada no mundo”(pausa do narrador), “ela caça uma vez por mês”(outra pausa), “ela primeiro ilude a presa com seus olhares e com seu jeito meigo, depois ela se aloja no habitat da presa com a desculpa de que esta tarde, durante a noite ela da o bote, é uma explosão de amor, uma bomba de paixão e tesão que toma o ar e deixa a presa em transe em um universo sensual e amoroso“ (longa pausa). “Pronto ela já se alimentou, e agora ela pode ir embora tranqüila para sua caverna hibernar durante um mês, ou ate ela sentir fome novamente.”
Talvez você seja um bicho selvagem, daqueles que a gente não pode pegar, e colocar dentro de uma caixinha e levar pra casa. Você não faz o tipo que quer ser acariciada durante a noite, antes de dormir. Você é mais daquele tipo que sai pra caçar por instinto, você não é uma gatinha, você é uma leoa.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Auto-retrato

Lanterna Dos Afogados by Cássia Eller on Grooveshark


Uma angustia de um amor desconhecido me bate a porta e entra sem ser convidada. Ela entra na sala e se senta entre o desespero e a solidão. Bom, já tenho companhia pra essa noite, é só colocar uma musica bem triste pra tocar e me afundar em transtornos passados, existe vida melhor?
Nunca escolho nada certo, principalmente no amor, parece que quando eu nasci o medico pegou o resultado do teste do pezinho e disse: esse aqui tem deficiência amorosa, a vida amorosa dele está comprometida para sempre.
Eu sempre quis o amor complicado, um amor difícil. Nunca me encaixei nesses amores de novela. Se for pra viver um amor impossível, que seja o de Florentino Ariza, em amor nos tempos do cólera, e não os dos folhetins do Manoel Carlos.
Tirando o sofrimento, tudo passa rápido na minha vida, tudo é abrupto, tudo é curto e finito, sinto falta de um amor longo, de perder horas em uma troca de olhares que não levarão a nada. Sinto falta daquela angustia boa, de esperar o encontro com o outro coração que compartilha o amor com você.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Loucura Momentânea


Incompleto by Scracho on Grooveshark
Eu não sei por que eu gosto você. Talvez seja por causa daqueles beijos naquela noite em que a gente se conheceu. Ou talvez seja por causa da distancia, você sabe que a saudade sempre fode com tudo. Tá, eu sei que esse meu jeito de me apaixonar rápido e varias vezes também não ajuda. Mas eu sei que é diferente, dessa vez é serio, porque faz 33 dias que a gente não se vê e eu já estou ficando louco, pra ser mais exato faz 32 dias 20 horas e 09 minutos, mas eu não quis parecer louco pra não te assustar, Juro que cogitei a ideia de colocar cartazes com a sua foto e escrito procura-se pelas ruas, mas achei melhor fazer isso quando completar 60 dias
Ninguém precisa saber que a gente só se falou duas ou três vezes, mas também, você tinha que rir das minhas piadas? Precisava ter esse sorriso? Precisava dizer que estava com saudades? Bom, eu comecei a ouvir aquelas musicas com letras apaixonadas e batidas leves, vou começar a escrever baboseiras apaixonadas daqui a pouco e vou me arrepender depois.
Você apareceu em um dos melhores fins de semanas da minha vida, tava ali sentada, rindo, e sorrindo pra mim. Quando de repente nos vimos sozinhos em um canto, um olhando no olho outro, e por fim rolou o beijo.
Não devia ter escrito nenhuma linha desse texto, mas ta feito, ta ai pra ser visto por quem quiser, igual a essa insegurança que eu sinto por causa do medo de gostar de você.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ta tudo tão estranho – O outro lado

High And Dry by Radiohead on Grooveshark


Parece que nem nos amamos mais, já não me sinto tão amada quanto antes, e parece que eu não amo mais como eu amava antigamente. Sinto falta daqueles beijos que me faziam levantar a perna, ou daquele jeito que ele me importunava puxando meu cabelo. Hoje nós mal conversamos, alias nos falamos sim, pra ser sincera nós brigamos. Eu comprei o CD do Radiohead pra lembrar do nosso começo de namoro quando passávamos as noites ouvindo high and dry durante as noites, mas ele não quis ouvir preferiu ouvir o jogo enquanto voltávamos para casa. Eu não aguento mais esse futebol. Queria que tudo voltasse a ser como antes, quando éramos apaixonados e tudo era novo, e a gente talvez se amasse.
Talvez tenha chegado o fim, talvez tudo tenha acabado, mas eu não quero pensar nisso agora, quero apenas observar essa garota junto do namorado na minha frente aqui no café. Coitados, a menina tão apaixonada e ele tão encantado, parecem dois bobos que nem sabem que o futuro os espera, mal sabem eles que um dia acordarão e não reconhecerão a pessoa ao seu lado, e o pior, não reconhecerão a si próprios.
Me sinto tão perdida, estou aqui sentada observando um casal do lado de um cara que eu mal lembro quem é, tenho saudades daquele cara que me arrastava pra correr na chuva, juro que se ele fizesse isso hoje eu nem me importaria de acabar com a minha escova ou de molhar a minha blusa nova que ele nem reparou.
Talvez eu devesse desistir de tudo, ir morar em Belo Horizonte e fazer aquela faculdade de pedagogia que sempre quis fazer. Mas será que estaria tomando a decisão certa? Será que eu não estaria me precipitando? Será que o amor acabou mesmo? Eu estou totalmente perdida, quero voltar pra casa e chorar. Chorar em cima do tumulo da aonde enterramos o nosso amor.

terça-feira, 3 de abril de 2012

tá tudo tão estranho


Boston (Album Version) by Augustana on Grooveshark
Somos dois corações não mais apaixonados, fomos tomados pelo cotidiano, pela rotina, e acabamos por esquecer nosso amor por algum dia desses. Talvez tenha sido naquela tarde saindo do café quando eu queria ouvir o jogo na volta pra casa e você queria ouvir o CD novo do Radiohead, ou talvez quando você arrumou aquela aula de ioga para casais e eu desisti na primeira aula por não conseguir ficar parado mais de dez segundos na mesma posição. Juro que sinto falta daquele primeiro mês de namoro onde eu te achava a pessoa mais encantadora do mundo, eu poderia passar horas ouvindo você falar de Garcia Marquez ou Fernando Pessoa. Eu mal me incomodava de ouvir Radiohead nas noites de frio, apesar de eu sempre preferir meu CD do Bob Dylan. As vezes penso que meu jeito de gritar de gol, ou de xingar aquele lateral esquerdo do meu time que não sabe cruzar não te irritava no começo, mas agora, o simples fato de eu ligar a TV num domingo a tarde já te faz fechar a cara.
Mas e agora? O que a gente faz? Pra complicar tudo está chovendo, e a gente está preso nesse maldito shopping, sentado em um desses cafés norte-americanos vendo adolescentes rindo e falando alto. Há um tempo atrás eu te pegaria pelo braço a sairia correndo com você pela chuva, mas me falta vontade, essa poltrona esta muito mais quente e confortável que a chuva gelada que varre a cidade, e também você não iria querer andar na chuva, você iria reclamar do seu cabelo, que iria molhar sua roupa nova, na qual eu reparei, mas não quis falar nada.
A que ponto chegamos! Eu não acredito como tudo mudou em cinco anos, o pra sempre se transformou em algo com prazo de validade, o eterno esta contando os dias pra acabar, o fim tá chegando, mas quem vai ter coragem pra dizer? Será que seremos um casal preso ao passado? Ou será que não seremos mais um casal? Eu não sei mais de nada, talvez depois da chuva algo nos faça mudar, ou não.

terça-feira, 13 de março de 2012

è só mais um amontoado de palavras que não fazem sentido

Sigo no meu calvário de vomitar sentimentos em cima de um papel tentando dar sentido a algo que eu não entendo. Quem eu quero enganar, eu nunca fui um escritor, nunca cheguei nem perto disso, no máximo eu fui um cara com uma crise existencial que se apegou a um lápis e uma folha e escreveu coisas sem sentido algum. Cansei de angustia, cansei da vida, cansei dessa desigualdade, alguém me explica por que todos querem ser o melhor? Por que essa vontade de passar por cima do próximo? Que mundo é esse que ninguém se importa com ninguém?  Cansei de viver com medo, cansei da onipotência. Desisti de deuses, santas, milagres e derivados, a desigualdade do mundo me fez descrer de tudo, até do próprio ser humano, até de mim mesmo.
Não sei o que deu em mim, talvez a falta do ópio, ou apenas uma abstinência de televisão, mas só sei que nada sei que algo mudou, e me fez mudar.
Na minha empreitada pra mudar o mundo eu desisti na primeira fase, a que era pra mudar eu mesmo...